
Apostila de História 8º ano 1º bimestre
A AMÉRICA QUE OS EUROPEUS ENCONTRARAM
Com a expansão marítima, os europeus chegaram a América nos séculos XV e XVI.
Vários povos já habitavam o continente americano. Maias, Astecas, Incas e os povos indígenas no Brasil.
Quando os portugueses chegaram à América, nas terras que hoje são conhecidas como Brasil encontraram aproximadamente 6milhões de pessoas de culturas diferentes.
Não havia entre eles noção de propriedade da terra. Seu modo de vida era comunitário, praticavam a caça a pesca a coleta, possuindo uma economia de subsistência. Seu trabalho era dividido por sexo e por idade.
Dos seis milhões de nativos que viviam no Brasil em 1500, hoje existem em torno de 5%. Os demais foram exterminados pelos colonizadores portugueses.
As 200 tribos sobreviventes compostas por cerca de 300 mil índios lutam para preservar os 850 mil quilômetros quadrados de terras que lhes restaram e que são alvo constante de invasores, principalmente grandes empresas buscando lucros.
A FUNAI ( Fundação Nacional do Índio) é o órgão que tem como objetivo principal assegurar aos indígenas os direitos garantidos pela constituição brasileira.
OCUPAR PARA NÃO PERDER
• Desinteresse de Portugal enquanto a Índia e a África davam lucros.
• Mudança quando o preço das especiarias caiu na Europa.
• Proteger a colônia de piratas e invasores levando o Rei de Portugal a decidir povoar o Brasil.
• Martim Afonso distribuiu as Sesmarias (lotes de terra)
ADIMINISTRAÇÃO DA COLÔNIA
• Para povoar adotaram o sistema de Capitanias Hereditárias.
• Posse da capitania transmitida por herança, mas a propriedade continuava sendo do Rei.
• A maioria das capitanias fracassou. Para solucionar o problema o Rei nomeou um representante seu na colônia: O governador geral.
• O primeiro governador geral foi Tomé de Souza, este fundou Salvador a primeira capital do Brasil. Com ele vieram os primeiros jesuítas.
A LUTA PELO DOMÍNIO DO TERRITÓRIO
• Ocupar o Brasil significava muito trabalho braçal.
• Cada donatário empregou um método no trato com os nativos.
• Os jesuítas vieram para o Brasil com a missão de catequizar e educar os índios.
• Os indígenas convertidos eram levados para as missões.
• As missões se espalharam por todo o território brasileiro.
• Os indígenas que impediam a ação dos missionários , praticavam violência contra os colonos ou quebravam acordos de paz eram considerados inimigos. Contra eles permitia-se a escravidão e a chamada “guerra justa”.
A LAVOURA CANAVIEIRA
Como no Brasil não foram encontrados metais e pedras preciosas a coroa portuguesa decidiu tornar o Brasil um grande produtor de cana de açúcar. O açúcar apresentava bons preços na Europa, além disso, a coroa portuguesa possuía experiência nesse tipo de lavoura e o Brasil apresentava condições favoráveis.
O plantio da cana foi em regime de monocultura.
Os custos para instalar uma fazenda eram altos. O colono português deveria arcar com os custos para sua viagem e montagem dos engenhos, tinha também de garantir o seu sustento e dos seus empregados durante todo o tempo em que aguardavam a colheita, a produção e a venda do açúcar.
O engenho era composto por:
• Casa grande
• Senzala
• Canaviais
• Maquinário
• Ferramentas
• Moendas
• Vasilhas
• Fornalhas
Poucos colonos possuíam capital para montar um engenho. A maioria mesmo dispondo de grandes extensões de terra e de muitos escravos, ocupava-se apenas do plantio de cana, dependendo dos senhores de engenho para moê-la.
O REINADO DO AÇÚCAR
Entre 1550 e 1650 o Brasil foi o maior produtor mundial de açúcar. As lavouras mais produtivas eram as do Nordeste, especialmente as de Pernambuco. A cana de açúcar estimulou outras atividades no Brasil como a pecuária.
O gado além de ser usado como alimento, era força de tração para o transporte e moagem da cana. Inicialmente os bois eram criados nas próprias fazendas depois como os fazendeiros precisaram usar toda a terra para o plantio da cana o gado começou a ser criado no sertão, longe das fazendas.
Para o consumo dos moradores das fazendas e vilas, eram plantados gêneros de subsistência, como mandioca, arroz, milho e feijão. Muitos indígenas também se ocuparam desse tipo de lavoura e ensinaram os portugueses a cultivar plantas nativas do Brasil. Os indígenas trocavam com os colonos produtos artesanais como, redes, cestas e cerâmicas.
O COMÉRCIO HUMANO
A escravidão e o comércio de escravos africanos eram praticados pelos portugueses desde o começo da expansão marítima, os africanos foram usados como mão de obra nas lavouras canavieiras das ilhas do Atlântico (Açores e Madeira). No Brasil, os colonos optaram no inicio pela escravização de indígenas, mas foram sendo substituídos pela mão de obra africana que apresentava inúmeras vantagens em relação à indígena.
Em troca dos negros os traficantes europeus davam pólvora, aguardente, tabaco, ferramentas etc.
Das feitorias na África os cativos eram embarcados em navios chamados de negreiros ou tumbeiros. Um navio levava em média 400 africanos, amontoados, mal alimentados e com péssimas condições de higiene.
Durante a viagem que durava entre 40 e 70 dias, chegavam a morrer cerca de 20% deles.
Mineração
Durante todo o século XVIII, expedições chamadas entradas e bandeiras vasculharam o interior do território em busca de metais valiosos (ouro, prata, cobre) e pedras preciosas (diamantes, esmeraldas). Afinal, já no início do século XVIII (entre 1709 e 1720) estas foram achadas no interior da Capitania de São Paulo (Planalto Central e Montanhas Alterosas), nas áreas que depois foram desmembradas como Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso.
A descoberta de ouro, diamante e esmeraldas nessa região provocou um afluxo populacional vindo de Portugal e de outras áreas povoadas da colônia, como São Paulo de Piratininga, São Vicente e o litoral nordestino. Já de início, o choque na corrida pelas minas levou a um conflito entre paulistas e outros (Guerra dos Emboabas).
No total, estima-se que entre mil e três mil toneladas de ouro foram levadas para a metrópole.[3]
Outra importante atividade impulsionada pela mineração foi o comércio interno entre as diferentes vilas e cidades da colônia, proporcionada pelos tropeiros.
O país passou por sensíveis transformações em função da mineração. Um novo pólo econômico cresceu no Sudeste, relações comerciais inter-regionais se desenvolveram, criando um mercado interno e fazendo surgir uma vida social essencialmente urbana. A camada média, composta por padres, burocratas, artesãos, militares, mascates e faisqueiros, ocupou espaço na sociedade.
As minas propiciaram uma diversificação relativa dos serviços e ofícios, tais como comerciantes, artesãos, advogados, médicos, mestre-escolas entre outros. No entanto foi intensamente escravagista, desenvolvendo a sociedade urbana às custas da exploração da mão de obra escrava. A mineração também provocou o aumento do controle do comércio de escravos para evitar o esvaziamento da força de trabalho das lavouras, já que os escravos eram os únicos que trabalhavam.
Também foi responsável pela tentativa de escravização dos índios, através das bandeiras, que com intuito de abastecer a região centro-sul promoveu a interiorização do Brasil.
Apesar de modificar a estrutura econômica, manteve a estrutura de trabalho vigente, beneficiando apenas os ricos e os homens livres que compunham a camada média. Outro fator negativo foi a falta de desenvolvimento de tecnologias que permitissem a exploração de minas em maior profundidade, o que estenderia o período de exploração (e consequentemente mais ouro para Portugal).
Assim, o eixo econômico e político se deslocou para o centro-sul da colônia e o Rio de Janeiro tornou-se sede administrativa, além de ser o porto por onde as frotas do rei de Portugal iam recolher os impostos. A cidade foi descrita pelo padre José de Anchieta como "a rainha das províncias e o empório das riquezas do mundo", e por séculos foi a capital do Brasil.
Linha do tempo
• Início do primeiro ciclo do ouro na década de 1690, descobertas filões nas atuais Tiradentes e São João del-Rei.[3]
• Em 1729, diamantes foram descobertos na mesma área.
• Em 1760, em torno de metade do ouro do mundo vinha do Brasil.
• No início do século XVIII, aproximadamente 400 000 imigrantes portugueses vieram explorar as minas do sudeste brasileiro.
• Mais de um milhão de escravos foram enviados da África para trabalhar nas minas de ouro.
• Em 1988, o Brasil era o 5° maior produtor mundial de ouro no mundo.
Rebeliões Coloniais
A Inconfidência Mineira, ou Conjuração Mineira, foi uma tentativa de revolta de natureza separatista abortada pela Coroa portuguesa em 1789, na então capitania de Minas Gerais, no Estado do Brasil, contra, entre outros motivos, a execução da derrama e o domínio português.
A Conjuração Baiana, também denominada como Revolta dos Alfaiates (uma vez que seus líderes exerciam este ofício), foi um movimento de caráter emancipacionista, ocorrido no ocaso do século XVIII, na então Capitania da Bahia, no Estado do Brasil. Diferentemente da Inconfidência Mineira (1789), se reveste de caráter popular.
A chamada Revolução Pernambucana, também conhecida como Revolução dos Padres, eclodiu em 6 de março de 1817 na então Província de Pernambuco, no Brasil.
Dentre as suas causas destacam-se a crise econômica regional, o absolutismo monárquico português e a influência das idéias Iluministas, propagadas pelas sociedades maçônicas.

