sábado, 23 de outubro de 2010
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Revolução Industrial
Antes da Revolução Industrial, a atividade produtiva era artesanal e manual (daí o termo manufatura), no máximo com o emprego de algumas máquinas simples. Dependendo da escala, grupos de artesãos podiam se organizar e dividir algumas etapas do processo, mas muitas vezes um mesmo artesão cuidava de todo o processo, desde a obtenção da matéria-prima até à comercialização do produto final. Esses trabalhos eram realizados em oficinas nas casas dos próprios artesãos e os profissionais da época dominavam muitas (se não todas) etapas do processo produtivo.
Com a Revolução Industrial os trabalhadores perderam o controle do processo produtivo, uma vez que passaram a trabalhar para um patrão (na qualidade de empregados ou operários), perdendo a posse da matéria-prima, do produto final e do lucro. Esses trabalhadores passaram a controlar máquinas que pertenciam aos donos dos meios de produção os quais passaram a receber todos os lucros. O trabalho realizado com as máquinas ficou conhecido por maquinofatura
Pioneirismo Inglês Foi a Inglaterra o país que saiu na frente no processo de Revolução Industrial do século XVIII.
Este fato pode ser explicado por diversos fatores. A Inglaterra possuía grandes reservas de carvão mineral em seu subsolo, ou seja, a principal fonte de energia para movimentar as máquinas e as locomotivas à vapor.
Além da fonte de energia, os ingleses possuíam grandes reservas de minério de ferro, a principal matéria-prima utilizada neste período.
A mão-de-obra disponível em abundância (desde a Lei dos Cercamentos de Terras ), também favoreceu a Inglaterra, pois havia uma massa de trabalhadores procurando emprego nas cidades inglesas do século XVIII.
A burguesia inglesa tinha capital suficiente para financiar as fábricas, comprar matéria-prima e máquinas e contratar empregados. O mercado consumidor inglês também pode ser destacado como importante fator que contribuiu para o pioneirismo inglês
Avanços da Tecnologia O século XVIII foi marcado pelo grande salto tecnológico nos transportes e máquinas. As máquinas à vapor, principalmente os gigantes teares, revolucionou o modo de produzir. Se por um lado a máquina substituiu o homem, gerando milhares de desempregados, por outro baixou o preço de mercadorias e acelerou o ritmo de produção.
Locomotiva: importante avanço nos meios de transporte
Na área de transportes, podemos destacar a invenção das locomotivas à vapor (maria fumaça) e os trens à vapor. Com estes meios de transportes, foi possível transportar mais mercadorias e pessoas, num tempo mais curto e com custos mais baixos.
A Revolução tornou os métodos de produção mais eficientes. Os produtos passaram a ser produzidos mais rapidamente, barateando o preço e estimulando o consumo. Por outro lado, aumentou também o número de desempregados. As máquinas foram substituindo, aos poucos, a mão-de-obra humana.
A poluição ambiental, o aumento da poluição sonora, o êxodo rural e o crescimento desordenado das cidades também foram conseqüências nocivas para a sociedade. Até os dias de hoje, o desemprego é um dos grandes problemas nos países em desenvolvimento. Gerar empregos tem se tornado um dos maiores desafios de governos no mundo todo. Os empregos repetitivos e pouco qualificados foram substituídos por máquinas e robôs. As empresas procuram profissionais bem qualificados para ocuparem empregos que exigem cada vez mais criatividade e múltiplas capacidades. Mesmo nos países desenvolvidos tem faltado empregos para a população.
Os empregados chegavam a trabalhar até 18 horas por dia e estavam sujeitos a castigos físicos dos patrões.
Não havia direitos trabalhistas como, por exemplo, férias, décimo terceiro salário, auxílio doença, descanso semanal remunerado ou qualquer outro benefício.
Quando desempregados, ficavam sem nenhum tipo de auxílio e passavam por situações de precariedade.
Moradias na Inglaterra
Importante ressaltar a preferência de certos burgueses pela utilização em larga escala da mão-de-obra considerada mais “dócil” e – claro – mais barata, como as mulheres (principalmente para a tecelagem), crianças e rapazes abaixo dos 18 anos de idade, o que levava ao desemprego dos homens adultos. Dessa forma, a miséria e a fome não tardaram a aparecer, assim como doenças como a cólera e o tifo nas humildes regiões habitacionais, devido às péssimas condições de higiene, escassez do fornecimento de água e pelo fato de não terem como se protegerem do frio. Tal quadro levou à morte inúmeros trabalhadores pobres. A triste realidade da classe trabalhadora não se restringiu à população urbana. Da mesma forma, os camponeses, desprovidos de terra ou assentados em terrenos inférteis, também sofriam com a fome.
Apesar disso, a classe dominante manteve-se insensível a tal realidade, preferindo ignorar os problemas sociais, pois não se sentia diretamente atingida por eles. Era mais cômodo e fácil fingir que nada via e tratar seus empregados como se não fossem seres humanos.
A cidade se expandia e as habitações populares passaram a crescer ao redor delas causando um ambiente pouco atrativo e um empobrecimento das cidades fabris. F. Engels, em sua obra “A condição da classe trabalhadora na Inglaterra” [1] diz: “Um dia andei por Manchester com um destes cavalheiros da classe média. Falei-lhes das desgraçadas favelas insalubres e chamei-lhe a atenção para a repulsiva condição daquela parte da cidade em que moravam os trabalhadores fabris. Declarei nunca ter visto uma cidade tão mal construída em minha vida. Ele ouviu-me pacientemente e na esquina da rua onde nos separamos comentou: ‘E ainda assim, ganham-se fortunas aqui. Bom dia, senhor!’”.
Uma parte do operariado, acreditando na mensagem ideológica da burguesia de que quanto mais se trabalhasse, mais ganharia, não desistia e labutava dia após dia. Porém, muitos outros, desiludidos e desmoralizados pela extrema exploração e o constante empobrecimento, caíam no alcoolismo, demência, suicídio e as mulheres, na prostituição ou – em muitos outros casos –, buscavam refugiar-se na promiscuidade.
No entanto, parte desse contingente de miseráveis via a saída na rebelião, na revolta, revolução. Fizeram greves, revoltas armadas ou não, rebeliões e – muito importante – formaram os sindicatos - as trade unions, visando a sua segurança, melhoria das condições de trabalho e o fortalecimento da luta operária. Indispensável ressaltar que, quando tomam consciência do seu papel na sociedade, reconhecessem-se como agentes sociais e transformadores, ou seja, não seria mais ou “pobre” enfrentando o “rico”, e sim a classe operária explorada e consciente enfrentando o seu explorador, responsável pela sua miséria e desgraça, o burguês.
Os empregados chegavam a trabalhar até 18 horas por dia e estavam sujeitos a castigos físicos dos patrões.
Não havia direitos trabalhistas como, por exemplo, férias, décimo terceiro salário, auxílio doença, descanso semanal remunerado ou qualquer outro benefício.
Quando desempregados, ficavam sem nenhum tipo de auxílio e passavam por situações de precariedade.
Moradias na Inglaterra
Importante ressaltar a preferência de certos burgueses pela utilização em larga escala da mão-de-obra considerada mais “dócil” e – claro – mais barata, como as mulheres (principalmente para a tecelagem), crianças e rapazes abaixo dos 18 anos de idade, o que levava ao desemprego dos homens adultos. Dessa forma, a miséria e a fome não tardaram a aparecer, assim como doenças como a cólera e o tifo nas humildes regiões habitacionais, devido às péssimas condições de higiene, escassez do fornecimento de água e pelo fato de não terem como se protegerem do frio. Tal quadro levou à morte inúmeros trabalhadores pobres. A triste realidade da classe trabalhadora não se restringiu à população urbana. Da mesma forma, os camponeses, desprovidos de terra ou assentados em terrenos inférteis, também sofriam com a fome.
Apesar disso, a classe dominante manteve-se insensível a tal realidade, preferindo ignorar os problemas sociais, pois não se sentia diretamente atingida por eles. Era mais cômodo e fácil fingir que nada via e tratar seus empregados como se não fossem seres humanos.
A cidade se expandia e as habitações populares passaram a crescer ao redor delas causando um ambiente pouco atrativo e um empobrecimento das cidades fabris. F. Engels, em sua obra “A condição da classe trabalhadora na Inglaterra” [1] diz: “Um dia andei por Manchester com um destes cavalheiros da classe média. Falei-lhes das desgraçadas favelas insalubres e chamei-lhe a atenção para a repulsiva condição daquela parte da cidade em que moravam os trabalhadores fabris. Declarei nunca ter visto uma cidade tão mal construída em minha vida. Ele ouviu-me pacientemente e na esquina da rua onde nos separamos comentou: ‘E ainda assim, ganham-se fortunas aqui. Bom dia, senhor!’”.
Uma parte do operariado, acreditando na mensagem ideológica da burguesia de que quanto mais se trabalhasse, mais ganharia, não desistia e labutava dia após dia. Porém, muitos outros, desiludidos e desmoralizados pela extrema exploração e o constante empobrecimento, caíam no alcoolismo, demência, suicídio e as mulheres, na prostituição ou – em muitos outros casos –, buscavam refugiar-se na promiscuidade.
No entanto, parte desse contingente de miseráveis via a saída na rebelião, na revolta, revolução. Fizeram greves, revoltas armadas ou não, rebeliões e – muito importante – formaram os sindicatos - as trade unions, visando a sua segurança, melhoria das condições de trabalho e o fortalecimento da luta operária. Indispensável ressaltar que, quando tomam consciência do seu papel na sociedade, reconhecessem-se como agentes sociais e transformadores, ou seja, não seria mais ou “pobre” enfrentando o “rico”, e sim a classe operária explorada e consciente enfrentando o seu explorador, responsável pela sua miséria e desgraça, o burguês.
Refletindo
A Revolução Industrial foi responsável por inúmeras mudanças que podem ser avaliadas tanto por suas características negativas, quanto positivas.
Alguns dos avanços tecnológicos trazidos por essa experiência trouxeram maior conforto à nossa vida.
Por outro lado, a questão ambiental (principalmente no que se refere ao aquecimento global) traz à tona a necessidade de repensarmos o nosso modo de vida e a nossa relação com a natureza
A Revolução Industrial foi responsável por inúmeras mudanças que podem ser avaliadas tanto por suas características negativas, quanto positivas.
Alguns dos avanços tecnológicos trazidos por essa experiência trouxeram maior conforto à nossa vida.
Por outro lado, a questão ambiental (principalmente no que se refere ao aquecimento global) traz à tona a necessidade de repensarmos o nosso modo de vida e a nossa relação com a natureza
Atividade
Registre o que você entendeu sobre Revolução Industrial.
Se ficou sem entender algo registre também.
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Fontes:
Wikpédia
Sua pesquisa. com
Núcleo de Estudos Contemporâneos (http://www.historia.uff.br/nec/materia/grandes-processos/condi%C3%A7%C3%B5es-da-classe-oper%C3%A1ria-%C3%A0-%C3%A9poca-da-revolu%C3%A7%C3%A3o-industrial)
Núcleo de Estudos Contemporâneos (http://www.historia.uff.br/nec/materia/grandes-processos/condi%C3%A7%C3%B5es-da-classe-oper%C3%A1ria-%C3%A0-%C3%A9poca-da-revolu%C3%A7%C3%A3o-industrial)
quarta-feira, 28 de julho de 2010
segunda-feira, 19 de julho de 2010
segunda-feira, 28 de junho de 2010
Conteúdo da avaliação do 2º bimestre
Os Europeus procuram novas terras
Com o desenvolvimento do comércio e das cidades na Europa, os europeus passaram a buscar novos mercados que pudessem fornecer matérias primas e produtos rentáveis para serem comercializados e também para consumir mercadorias produzidas na Europa.
Esses motivos levaram os europeus e explorar novas terras por eles desconhecidas. Depois de alguns séculos os diversos continentes do mundo ficaram interligados por uma vasta rede de rotas comerciais.
Os portugueses foram os primeiros a explorar o Oceano Atlântico. Décadas depois foi seguido pelos espanhóis e franceses.
A união entre os comerciantes e o rei português levou a arrecadação de recursos necessários para iniciar as grandes navegações.
No final do século XV, tanto portugueses quanto espanhóis queriam chegar ao Oriente. Eles seguiram caminhos diferentes tendo como resultado: pela Espanha Cristóvão Colombo, que comandou a primeira expedição que chegou a América e Vasco da Gama navegante português que comandou a primeira expedição que conseguiu chegar as Índias.
Colonização da América do Norte e Independência dos EUA
Diferente da colonização portuguesa e espanhola, a colonização inglesa foi feita por empresas privadas e não pelo estado.
O processo de ocupação também foi diferente desde o século XVII, europeus foram para a America do Norte em busca de oportunidades nas novas terras. Desde o século XV a Inglaterra passou por um lento processo de mudanças na organização do trabalho e na estrutura da propriedade rural e isto trouxe conseqüências desastrosas para a população camponesa.
Outro fator foi o cerca mento das terras comunais, antes usadas pelos camponeses. O cerca mento ocorreu, pois a lã passou a ser valorizada nos Países Baixos. Como conseqüência do cerca mento houve desemprego e migração dos trabalhadores do campo para a cidade, onde nem sempre encontravam emprego.
Guerras e perseguições religiosas os séculos XVI e XVII fizeram vários ingleses se refugiassem na América.
Depois de tentativas que não deram certo a primeira colônia inglesa na América foi a Virgínia assim chamada em homenagem a Elisabeth I, a rainha virgem.
As colônias fundadas na América do Norte tiveram tipos diferentes de colonização:
Colônias do Norte- Com agricultura diversificada, conhecida como colônias de povoamento.
Colônias do Sul- Conhecidas como colônias de exploração.
As colônias inglesas da América do Norte, inspiradas pelas idéias de John Locke e dos filósofos iluministas, foram as primeiras a se rebelar contra a metrópole.
A reação inédita dos Norte- americanos chamou a atenção do mundo pela ousadia e acabou abrindo caminho para que algumas décadas depois as colônias francesas, portuguesas e espanholas do continente seguissem a mesma trilha.
O movimento, além de romper com o pacto colonial, contribuiu para consolidar a burguesia no poder e condenar ao fim os governos absolutos e o mercantilismo na Europa.
A medida que a Inglaterra foi se tornando a maior potência européia desencadeou a Revolução Industrial, para sustentar seu desenvolvimento econômico, os ingleses decidiram ampliar a exploração colonial, em busca de mais matéria prima e de novos mercados consumidores.
Com as mudanças os colonos se deram conta de que seus interesses eram muito diferentes dos interesses da metrópole. Essa tomada de consciência teve influência direta das idéias iluministas que chegavam a America trazidas por jornais, livros, viajantes e pelos jovens que iam estudar na Europa.
As mudanças nas relações entre metrópole e colônia começaram a ocorrer logo após da Guerra dos Sete Anos (1756- 1763). Conflito entre frança e Inglaterra durante um século visando o domínio do comercio ultramarino e do mundo colonial.
Várias leis foram impostas a colônia e como justificativa o rei inglês argumentava que a guerra havia esgotado o tesouro inglês e os colonos deveriam ajudar a pagar as dívidas, contraídas também a formar dos interesses deles.
Os norte americanos não aceitaram essas imposições, alegando que a Lei do Açúcar e a Lei do Selo, na verdade constituíam impostos disfarçados. Para eles, o fato de terem se fixado na América não lhes tirava a condição de cidadãos ingleses, cujo direito fundamental era precisamente o de só aceitar impostos aprovados por seus representantes no Parlamento e como os colonos não eram representados no parlamento inglês julgavam que não deveriam pagar os impostos votados pela casa.
Com base nesse argumento os norte americanos resolveram boicotar as leis impostas pela metrópole. Para resolver o governo inglês adotou medidas:
Para resolver o governo Inglês adotou duas medidas:
A Lei do chá- Os colonos como represaria lançou ao mar o carregamento de chá.
Leis Intoleráveis- Que como represaria inglesa determinou o fechamento do porto de Boston.
Os colonos não recuaram e começaram a se armar. Em 1775, os colonos resolveram montar um exército se armar e lutar pela independência e em 1776 assinaram a declaração de Independência. Com a ajuda da França lutaram contra a Inglaterra. Em 1783 a Inglaterra reconheceu a independência das colônias assinando um tratado em Versalhes.
Como forma de organizar o novo país em 1787 foi proclamada a Constituição dos Estados Unidos que dentre seus artigos declarava:
• República Federativa Presidencialista
• Divisão dos poderes em Legislativo, Executivo e Judiciário.
• Livre exercício dos direitos políticos e civis para os cidadãos.
• Voto censitário e masculino.
quarta-feira, 2 de junho de 2010
domingo, 11 de abril de 2010
sábado, 10 de abril de 2010
segunda-feira, 22 de março de 2010
Apostila

Apostila de História 8º ano 1º bimestre
A AMÉRICA QUE OS EUROPEUS ENCONTRARAM
Com a expansão marítima, os europeus chegaram a América nos séculos XV e XVI.
Vários povos já habitavam o continente americano. Maias, Astecas, Incas e os povos indígenas no Brasil.
Quando os portugueses chegaram à América, nas terras que hoje são conhecidas como Brasil encontraram aproximadamente 6milhões de pessoas de culturas diferentes.
Não havia entre eles noção de propriedade da terra. Seu modo de vida era comunitário, praticavam a caça a pesca a coleta, possuindo uma economia de subsistência. Seu trabalho era dividido por sexo e por idade.
Dos seis milhões de nativos que viviam no Brasil em 1500, hoje existem em torno de 5%. Os demais foram exterminados pelos colonizadores portugueses.
As 200 tribos sobreviventes compostas por cerca de 300 mil índios lutam para preservar os 850 mil quilômetros quadrados de terras que lhes restaram e que são alvo constante de invasores, principalmente grandes empresas buscando lucros.
A FUNAI ( Fundação Nacional do Índio) é o órgão que tem como objetivo principal assegurar aos indígenas os direitos garantidos pela constituição brasileira.
OCUPAR PARA NÃO PERDER
• Desinteresse de Portugal enquanto a Índia e a África davam lucros.
• Mudança quando o preço das especiarias caiu na Europa.
• Proteger a colônia de piratas e invasores levando o Rei de Portugal a decidir povoar o Brasil.
• Martim Afonso distribuiu as Sesmarias (lotes de terra)
ADIMINISTRAÇÃO DA COLÔNIA
• Para povoar adotaram o sistema de Capitanias Hereditárias.
• Posse da capitania transmitida por herança, mas a propriedade continuava sendo do Rei.
• A maioria das capitanias fracassou. Para solucionar o problema o Rei nomeou um representante seu na colônia: O governador geral.
• O primeiro governador geral foi Tomé de Souza, este fundou Salvador a primeira capital do Brasil. Com ele vieram os primeiros jesuítas.
A LUTA PELO DOMÍNIO DO TERRITÓRIO
• Ocupar o Brasil significava muito trabalho braçal.
• Cada donatário empregou um método no trato com os nativos.
• Os jesuítas vieram para o Brasil com a missão de catequizar e educar os índios.
• Os indígenas convertidos eram levados para as missões.
• As missões se espalharam por todo o território brasileiro.
• Os indígenas que impediam a ação dos missionários , praticavam violência contra os colonos ou quebravam acordos de paz eram considerados inimigos. Contra eles permitia-se a escravidão e a chamada “guerra justa”.
A LAVOURA CANAVIEIRA
Como no Brasil não foram encontrados metais e pedras preciosas a coroa portuguesa decidiu tornar o Brasil um grande produtor de cana de açúcar. O açúcar apresentava bons preços na Europa, além disso, a coroa portuguesa possuía experiência nesse tipo de lavoura e o Brasil apresentava condições favoráveis.
O plantio da cana foi em regime de monocultura.
Os custos para instalar uma fazenda eram altos. O colono português deveria arcar com os custos para sua viagem e montagem dos engenhos, tinha também de garantir o seu sustento e dos seus empregados durante todo o tempo em que aguardavam a colheita, a produção e a venda do açúcar.
O engenho era composto por:
• Casa grande
• Senzala
• Canaviais
• Maquinário
• Ferramentas
• Moendas
• Vasilhas
• Fornalhas
Poucos colonos possuíam capital para montar um engenho. A maioria mesmo dispondo de grandes extensões de terra e de muitos escravos, ocupava-se apenas do plantio de cana, dependendo dos senhores de engenho para moê-la.
O REINADO DO AÇÚCAR
Entre 1550 e 1650 o Brasil foi o maior produtor mundial de açúcar. As lavouras mais produtivas eram as do Nordeste, especialmente as de Pernambuco. A cana de açúcar estimulou outras atividades no Brasil como a pecuária.
O gado além de ser usado como alimento, era força de tração para o transporte e moagem da cana. Inicialmente os bois eram criados nas próprias fazendas depois como os fazendeiros precisaram usar toda a terra para o plantio da cana o gado começou a ser criado no sertão, longe das fazendas.
Para o consumo dos moradores das fazendas e vilas, eram plantados gêneros de subsistência, como mandioca, arroz, milho e feijão. Muitos indígenas também se ocuparam desse tipo de lavoura e ensinaram os portugueses a cultivar plantas nativas do Brasil. Os indígenas trocavam com os colonos produtos artesanais como, redes, cestas e cerâmicas.
O COMÉRCIO HUMANO
A escravidão e o comércio de escravos africanos eram praticados pelos portugueses desde o começo da expansão marítima, os africanos foram usados como mão de obra nas lavouras canavieiras das ilhas do Atlântico (Açores e Madeira). No Brasil, os colonos optaram no inicio pela escravização de indígenas, mas foram sendo substituídos pela mão de obra africana que apresentava inúmeras vantagens em relação à indígena.
Em troca dos negros os traficantes europeus davam pólvora, aguardente, tabaco, ferramentas etc.
Das feitorias na África os cativos eram embarcados em navios chamados de negreiros ou tumbeiros. Um navio levava em média 400 africanos, amontoados, mal alimentados e com péssimas condições de higiene.
Durante a viagem que durava entre 40 e 70 dias, chegavam a morrer cerca de 20% deles.
Mineração
Durante todo o século XVIII, expedições chamadas entradas e bandeiras vasculharam o interior do território em busca de metais valiosos (ouro, prata, cobre) e pedras preciosas (diamantes, esmeraldas). Afinal, já no início do século XVIII (entre 1709 e 1720) estas foram achadas no interior da Capitania de São Paulo (Planalto Central e Montanhas Alterosas), nas áreas que depois foram desmembradas como Minas Gerais, Goiás e Mato Grosso.
A descoberta de ouro, diamante e esmeraldas nessa região provocou um afluxo populacional vindo de Portugal e de outras áreas povoadas da colônia, como São Paulo de Piratininga, São Vicente e o litoral nordestino. Já de início, o choque na corrida pelas minas levou a um conflito entre paulistas e outros (Guerra dos Emboabas).
No total, estima-se que entre mil e três mil toneladas de ouro foram levadas para a metrópole.[3]
Outra importante atividade impulsionada pela mineração foi o comércio interno entre as diferentes vilas e cidades da colônia, proporcionada pelos tropeiros.
O país passou por sensíveis transformações em função da mineração. Um novo pólo econômico cresceu no Sudeste, relações comerciais inter-regionais se desenvolveram, criando um mercado interno e fazendo surgir uma vida social essencialmente urbana. A camada média, composta por padres, burocratas, artesãos, militares, mascates e faisqueiros, ocupou espaço na sociedade.
As minas propiciaram uma diversificação relativa dos serviços e ofícios, tais como comerciantes, artesãos, advogados, médicos, mestre-escolas entre outros. No entanto foi intensamente escravagista, desenvolvendo a sociedade urbana às custas da exploração da mão de obra escrava. A mineração também provocou o aumento do controle do comércio de escravos para evitar o esvaziamento da força de trabalho das lavouras, já que os escravos eram os únicos que trabalhavam.
Também foi responsável pela tentativa de escravização dos índios, através das bandeiras, que com intuito de abastecer a região centro-sul promoveu a interiorização do Brasil.
Apesar de modificar a estrutura econômica, manteve a estrutura de trabalho vigente, beneficiando apenas os ricos e os homens livres que compunham a camada média. Outro fator negativo foi a falta de desenvolvimento de tecnologias que permitissem a exploração de minas em maior profundidade, o que estenderia o período de exploração (e consequentemente mais ouro para Portugal).
Assim, o eixo econômico e político se deslocou para o centro-sul da colônia e o Rio de Janeiro tornou-se sede administrativa, além de ser o porto por onde as frotas do rei de Portugal iam recolher os impostos. A cidade foi descrita pelo padre José de Anchieta como "a rainha das províncias e o empório das riquezas do mundo", e por séculos foi a capital do Brasil.
Linha do tempo
• Início do primeiro ciclo do ouro na década de 1690, descobertas filões nas atuais Tiradentes e São João del-Rei.[3]
• Em 1729, diamantes foram descobertos na mesma área.
• Em 1760, em torno de metade do ouro do mundo vinha do Brasil.
• No início do século XVIII, aproximadamente 400 000 imigrantes portugueses vieram explorar as minas do sudeste brasileiro.
• Mais de um milhão de escravos foram enviados da África para trabalhar nas minas de ouro.
• Em 1988, o Brasil era o 5° maior produtor mundial de ouro no mundo.
Rebeliões Coloniais
A Inconfidência Mineira, ou Conjuração Mineira, foi uma tentativa de revolta de natureza separatista abortada pela Coroa portuguesa em 1789, na então capitania de Minas Gerais, no Estado do Brasil, contra, entre outros motivos, a execução da derrama e o domínio português.
A Conjuração Baiana, também denominada como Revolta dos Alfaiates (uma vez que seus líderes exerciam este ofício), foi um movimento de caráter emancipacionista, ocorrido no ocaso do século XVIII, na então Capitania da Bahia, no Estado do Brasil. Diferentemente da Inconfidência Mineira (1789), se reveste de caráter popular.
A chamada Revolução Pernambucana, também conhecida como Revolução dos Padres, eclodiu em 6 de março de 1817 na então Província de Pernambuco, no Brasil.
Dentre as suas causas destacam-se a crise econômica regional, o absolutismo monárquico português e a influência das idéias Iluministas, propagadas pelas sociedades maçônicas.
terça-feira, 9 de março de 2010
Revisão 1ª parte

As primeiras rotas das grandes navegaçõesEra o tempo da Escola de Sagres, das grandes navegações pela Costa da África. Em 1488, o explorador português Bartolomeu Dias, (1455-1500), ultrapassou o cabo da Boa Esperança. Cogitava-se o verdadeiro caminho para as Índias. Colombo então, desenvolvia um plano inovador para chegar as Índias navegando para oeste, cruzando o Oceâno Atlântico. Baseando-se em dados do grande cosmógrafo e navegador árabe Alfraganus, (daí a origem dos termos latinos fragata e naufragar) demarcou as bases para suas viagens utilizando os cálculos em milhas árabes, que correspondem a 1.975,5 metros, diferente da milha italiana, 1.477,5 metros. Sem dúvida um erro marcante. Colombo, concluiu então que saindo das Ilhas Canárias e navegando 2.760 milhas (árabes) para o oeste, chegaria às ilhas japonesas. Um duplo erro, pois se revelasse a distância verdadeira, cerca de quatro vezes maior, nunca teria encontrado alguém que lhe financiasse a tentativa. Estava certo de que poderia alcançar o Oriente pelo Ocidente. Embora a teoria da Terra redonda já circulasse nos meios mais cultos, havia um certo ar confuso nos seus cálculos. Colombo não conseguiu fazer interessar o Rei de Portugal, Dom João II, nos seus projetos. Da sua estada em Portugal, sabe-se de seu casamento com Fillipa Moniz Perestrello, de família nobre, com quem teve um filho chamado Diego, futuro companheiro de viagens. Depois do falecimento de sua esposa, Colombo muda-se para a região de Andaluzia, na Espanha, onde cultivou amizades com os Medina-Celli e os Medina-Sidonia. Graças ao Duque de Medina-Celli, foi apresentado formalmente à rainha Isabel de Castella, e pouco depois apresentou seus planos à uma comissão de cientistas e navegadores espanhóis liderada pelo escriba de Talavera, braço direito da rainha.
Primeiro mapa das Américas

Em face da conclusão inteiramente negativa, a comissão recusou o projeto, considerando-o impossível frente aos cálculos apresentados. Colombo não desistiu. Tentou penetrar nas cortes da França e da Inglaterra em distintas situações frustantes. Volta então à Espanha e certas intervenções históricas acabaram ajudando-o. Em 1492, os espanhóis conseguiram readquirir suas terras após domínio dos mouros árabes por mais de setecentos anos, na rendição de Granada. Vem dessa época a grande influência árabe na cultura portuguesa e espanhola, desde o vocabulário, passando pela culinária, música e costumes. Ultrapassado a fase de reintegração de posse, os espanhóis começaram a se interessar por novos horizontes além-mar. A rainha Isabel de Castella nunca penhorou as jóias para financiar as expedições de Colombo, ao contrário do que se pregava nas escolas antigamente. Das três embarcações, Pinta e Nina eram caravelas e foram providenciadas pela cidade de Palos, a terceira, Santa Maria, era uma nau e foi financiada por um banqueiro independente que não entendia nada de navegação, mas era bastante ganancioso. Todas as embarcações levavam não mais que noventa homens, geralmente ladrões e devedores da corte espanhola e muita gente doente. No dia 06 de setembro de 1492 as embarcações saíram de Palos em direção às Ilhas Canárias e de lá em direção ao tão sonhado Oriente. Em 25 de setembro o comandante da nau capitânia Santa Maria, Martin Alonso Pizón, confundia uma porção quilométrica de algas boiando com um monte de terra e declarou “terra à vista”, o que provocou certo ar de descontentamento entre a tripulação, gerando até indícios de motim à bordo entre os mais revoltosos. Foi só então na manhã de 12 de outubro que a primeira ilha das Bahamas apareceu aos olhos do marinheiro-mor da caravela Pinta. Segundo o Calendário Juliano em vigor no século XV, era realmente 12 de outubro, porém pelo calendário Gregoriano, seria 21 de outubro. O calendário Gregoriano entrou em vigor alguns anos mais tarde corrigindo o período anual correto em função do Equinócio, marco muito utilizado por navegadores que representa o período em que o dia tem a mesma duração que a noite. O local exato onde Colombo aportou é outro ponto de controvérsias. Nada menos do que doze locais são declarados como sendo o primeiro, devido às suas anotações errôneas e ao fato de querer guardar segredo para não ser seguido caso encontrasse ouro ou especiarias. Teve seu mérito ao descobrir as Ilhas do Haiti e República Dominicana, aí fundou Isabella, em homenagem a rainha da Espanha e na expectativa de futuros financiamentos. Como os comandantes a serviço de Colombo acreditavam terem chegado às Índias, denominaram os nativos de “índios”, cujo continente estava à milhares de quilômetros de distância.
De volta à Espanha, Colombo foi recebido como herói, recebeu inúmeras honrarias e dezenas de banquetes, jamais compreendidos pelos grandes cientistas e navegadores da época que acreditavam impossível ter chegado às Índias com cálculos tão absurdos. Colombo retornou por três vezes às ilhas recém descobertas que ainda não se chamavam América, pois à luz da verdade, ele mesmo sabia que seus cálculos estavam equivocados. Isso gerou-lhe uma tremenda confusão interior. De lá saiu para a conquista de Guadalupe, Porto Rico, Jamaica e Cuba, cuja ilha imaginou ser o final do continente asiático. Só na terceira viagem, em 1498, Colombo realmente chegou ao continente americano atracando pelo norte da Venezuela. Na quarta e última viagem, em 1502, já atormentado pela crises de temperamento e alucinações constantes, não consegue descobrir mais nehuma ilha nova e então escreveu entre delírios, as obras “O livro dos privilégios” e “O livro das profecias”, nos quais se auto intitula “Dom Cristovão Colombo, Vice-Rei e Governador de todas as ilhas e terras firmes do Ocidente”. O que mais o prejudicou não foram suas teorias desatinadas, mas a prática do seu dia-a-dia como Governador das terras descobertas. Neste ponto, relata Sale em seu livro, “…Colombo foi simplesmente desastroso. Faltavam aos moradores das novas terras, comida, bebida, roupa e moradias decentes….” Os reis de Espanha perderam a paciência e mandaram o interventor Francisco de Bobadilla prender Colombo e enviá-lo de volta à Europa. Faleceu em 1506, ainda dono de uma fortuna considerável, porém, totalmente atormentado. Quem deixou bem anotadas todas as crueldades e façanhas de Colombo, foi o frade dominicano Bartolomeu de Las Casas, cuja obra publicada integralmente no século XIX, serve até hoje como fonte para os historiadores e revisionistas. Quem realmente descobriu as Índias, o continente no Oriente em 1497, foi o navegador português Vasco da Gama, (1460-1524), seguindo o caminho escolhido por Bartolomeu Dias, e conseguiu contornar o Cabo da Boa Esperança, navegando às margens do continente Africano e o Oceano Índico até chegar à Malabar.
© Revista Eletrônica de Ciências - Número 19 - Maio / Junho de 2003.
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